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4 dic. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas: ,

Alentejo: Contextos e objectos simbólico-religiosos do Porto Torrão: os ídolos e as placas de xisto



La siguiente información se ha obtenido de la página web de Neoépica, arqueologia e património:


Miguel Rocha , Paulo Rebelo, Raquel Santos, Nuno Neto

Resumo: A escavação em área dos sectores I e II do sítio do Porto Torrão (Ferreira do Alentejo) e as sondagens realizadas no sector III permitiram a recolha contextualizada de diversos ídolos e placas de xisto. A análise das características dos contextos de recolha e dos objectos permite-nos percepcionar a relação existente entre estes elementos, numa tentativa de definir os espaços de actuação e descarte dos objectos mencionados.


Abstract: The excavation in the area of sectors I and II of Porto Torrão (Ferreira do Alentejo) and the surveys carried out in sector III allowed the contextualized collection of various idols and slate plaques. The analysis of the characteristics of the contexts, and the objects collection, allow us to perceive the relationship between these elements in an attempt to define the performance and discard places of the mentioned objects.

Palavras-Chave: Calcolítico, Porto Torrão, Placas de Xisto, Ídolos

1. Introdução

O sítio arqueológico do Porto Torrão (Ferreira do Alentejo) foi alvo de duas fases de intervenção arqueológica, entre 2008 e 2010, que pretenderam avaliar e salvaguardar os contextos e estruturas arqueológicas a ser afectados pela construção dos canais de rega da EDIA. A Neoépica, Lda., para além de responsável pela 1ª fase do projecto, no decurso da qual se efectuaram onze sondagens de diagnóstico, teve a seu cargo na 2ª fase a execução dos trabalhos de escavação nos sectores I e II. Estes sectores revelaram um conjunto alargado de fossas que se mostraram documento de várias realidades contextuais, mas também níveis de ocupação, diversos interfaces, uma estrutura habitacional negativa, algumas estruturas positivas e duas secções de cada um dos dois fossos que circundavam o povoado.

Em alguns destes contextos encontraram-se materiais conotados com uma função essencialmente simbólica. Tendo em conta as perspectivas meramente histórico-materialistas, assiste-se a uma realidade cronologicamente enquadrável (salvo a escassa presença de exemplares de taças carenadas e placas de tradição neolítica) na tradição cultural do Calcolítico, numa fase coetânea com o início da produção e trabalho do cobre nos restantes povoados do sudoeste ibérico.

2. Descrição do corpo de dados em análise

2.1 Os Objectos

1. Pto/09.[1249].3368 – Placa de xisto gravada com organização à base de bandas de triângulos preenchidos por linhas oblíquas entrecruzadas (reticulado), com excepção de uma delas. A cabeça da placa é definida por dois olhos solares perfurados, encimados por duas «sobrancelhas» preenchidas com traços de tendência vertical; ao centro um elemento vertical (nariz?) também reticulado, associado a três bandas de tendência horizontal e preenchidas por traços verticais. O reverso também se encontra decorado com uma faixa reticulada circundante dos limites laterais e superior. Dimensões: comprimento 14,2cm; largura 13,3 a 8cm; espessura 1,1 a 0,4cm. Proveniência: Sector I – área I – [1249], enchimento da fossa [1250] (Fig. 1).

2. Pto/09.[1382].8251 – Fragmento de placa de xisto gravada com organização à base de faixas ziguezagueantes preenchidas, em intervalos, por linhas oblíquas entrecruzadas (reticulado), compartimentadas por um traço vertical. Dimensões: comprimento 8,2cm; largura máxima 4,5cm; espessura 0,45cm. Proveniência: Sector I – área J – [1382], enchimento da fossa [1374] (Fig. 2).

3. Pto/09.[1397].8362 - Fragmento de placa de xisto gravada com organização à base de bandas de triângulos preenchidos por linhas oblíquas entrecruzadas (reticulado). Dimensões: comprimento 4,1cm; largura máxima 2,3cm; espessura 0,8 a 0,25cm. Proveniência: Sector I – área J – [1397], enchimento da fossa [1402].

4. Pto/08-09.[398].2874 – Placa de xisto gravada com motivos desordenados na face anterior, feitos de forma tosca, representando linhas ziguezagueantes e outras rectas, paralelas entre si, parecendo formar um só elemento. A face posterior encontra-se preenchida por linhas ziguezagueantes na vertical e, no pólo superior, na horizontal. Encontra-se fragmentada nessa zona. Dimensões: comprimento 11,6cm; largura máxima 5,9 a 5,4cm; espessura 0,5 a 0,4cm. Proveniência: Sector III – sondagem VI – [398], enchimento da bolsa [397].

5. Pto/09.[3172].9441 – Conjunto de três fragmentos de placa/s de xisto gravada/s, um deles com uma perfuração de forma circular, sem organização discernível. Cada um dos fragmentos encontra-se bastante gasto e repleto de incisões. Dimensões: espessura 0,25 a 0,1cm. Proveniência: Sector III – sondagem VII – [3172], enchimento da bolsa [3092].

6. Pto/09.[3174].10484 - Fragmento de placa de xisto gravada com organização à base de bandas de triângulos preenchidos por linhas oblíquas entrecruzadas (reticulado). Dimensões: comprimento 4,15cm; largura máxima 2,7cm; espessura 0,3cm Proveniência: Sector III – sondagem VII – [3174], enchimento da bolsa [3092] (Fig. 3).

7. Pto/09.[1234].10462 - Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. Dimensões: comprimento 6,8cm; largura 4,5 a 2,85cm; espessura 3,4 a 1,95cm. Proveniência: Sector I – área H – [1234], enchimento do interface [1166] (Fig. 4).

8. Pto/09.[1234].10461 – Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. Dimensões: comprimento 7,55cm; largura 4,65 a 3cm; espessura 3,2 a 1,9cm. Proveniência: Sector I – área H – [1234], enchimento do interface [1166].

9. Pto/09.[1249].5317 - Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. Dimensões: comprimento 7,85cm; largura 4,9 a 3,1cm; espessura 3,5 a 1,9cm. Proveniência: Sector I – área I – [1249], enchimento da fossa [1250].

10. Pto/09.[1332].7657 - Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. Dimensões: comprimento 7cm; largura 4,5 a 3cm; espessura 3 a 1,85cm. Proveniência: Sector I – área J – [1332], depósito zona sul (Fig. 5).

11. Pto/08-09.[311].2832 - Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. Dimensões: comprimento 4,3cm; largura máxima 3,5cm; espessura 0,45cm. Proveniência: Sector III – sondagem IX – [311], enchimento fossa.

12. Pto/08-09.[3087].2342 - Ídolo com morfologia antropomórfica, trabalhado sobre falange de animal através do aplanamento da face interior e polimento total. Não apresenta decoração. . Dimensões: comprimento 7,3cm; largura 4,3 a 2,25cm; espessura 3,1 a 1,65cm. Proveniência: Sector III – sondagem VII – depósito [3087].

13. Pto/09.[138].765 – Fragmento da zona inferior e mesial de ídolo em cerâmica com feição antropomórfica. Dimensões: comprimento 4cm; largura 2,5 a 1,4cm; espessura 1,5 a 1,2cm. Proveniência: Sector I – área H – [138], depósito.

14. Pto/09.[138].766 – Fragmento de ídolo em cerâmica (?) possivelmente antropomórfico, denotando num dos lados esboço da silhueta. Dimensões: comprimento 6,45cm; largura 2,35cm; espessura 1,9cm. Proveniência: Sector I – área H – [138], depósito.

15. Pto/09.[1321].7433 – Ídolo em cerâmica com configuração antropomórfica. Apresenta tronco cilíndrico (exibindo seios), parte superior com duas saliências laterais e base espessa e oval. Dimensões: comprimento 6,3cm; largura 3,3cm (inferior), 1,4cm (mesial) e 3,05cm (superior); espessura 2,3cm (inferior), 1,3cm (mesial) e 1,3cm (superior). Proveniência: Sector I – área J – [1321], depósito na zona norte da área (Fig. 6).

16. Pto/09.[1349].8027 – Fragmento de ídolo em cerâmica com configuração antropomórfica. Revela nariz, olhos e seios. Dimensões: comprimento 7,1cm; largura 2,6cm (inferior), 2,55cm (seios) e 2cm (superior); espessura 1,4cm (inferior), 1,9cm (seios) e 2cm (superior). Proveniência: Sector I – área J – [1349], enchimento da fossa [1348] (Fig. 7).

17. Pto/09.[220].10414 – Fragmento da zona inferior e mesial de ídolo em cerâmica, com feições antropomórficas, apresentando vestígios de um dos seios. Dimensões: comprimento 2,9cm; largura 2,5 a 2,15cm; espessura 1,5 a 1,3cm. Proveniência: Sector II – área L – [220], depósito na zona norte da área.

18. Pto/08-09.[311].2832 - Fragmento da zona inferior e mesial de ídolo em cerâmica, com feições antropomórficas. Dimensões: comprimento 4,3cm; largura 3,8 a 2,05cm; espessura 2,25 a 1,5cm. Proveniência: Sector III – sondagem IX – [311], enchimento fossa [310].

19. Pto/09.[Sup].27 – “Ídolo-gola” em calcário, alongado, de forma cilíndrica com estrangulamento na extremidade superior. Dimensões: comprimento 6,35cm; diâmetro máximo 1,6cm; diâmetro mínimo 1,25cm. Proveniência: Recolha de superfície (Fig. 8).

20. Pto/09.[1249].3367 – Ídolo cilíndrico em calcário. Dimensões: comprimento 4,6cm; largura 1,7 a 1,3cm; espessura 1,6 a 0,8cm. Proveniência: Sector I – área I - [1249], enchimento da fossa [1250].

21. Pto/08-09.[301].783 – Fragmento de ídolo bétilo/cilindro em calcário com forma cilíndrica. Dimensões: comprimento 3,4cm; diâmetro 3,2cm. Proveniência: Sector III – sondagem V - [301], depósito.

22. Pto/08-09.[359].1493 – Fragmento de ídolo bétilo/cilindro em calcário com forma cilindríca. Dimensões: comprimento 3,4cm; diâmetro 3,2cm. Proveniência: Sector III – sondagem X - [359], enchimento da estrutura negativa [330] (Fig. 9).

2.2. Os contextos

1- Sector I – área H – depósito [138] e [1234], enchimento do interface [1166]

Na área H identificou-se uma intensa ocupação de fossas e outras estruturas negativas. Uma das camadas superficiais que cobriam esta realidade era o depósito [138]. A camada [138] continha alguns carvões e aglomerados de pedra calcária de grande e média dimensão sem conexão, assim como algum material arqueológico disperso. Uma das realidades que era sobreposta pelo depósito [138] foi o interface [1166].

O interface [1166] corresponde a uma estrutura negativa, de forma sub-circular, com cerca de 1,30m de diâmetro máximo e 1,05m de profundidade. O interface encontrou-se preenchido por vários depósitos. No enchimento [1234] detectou-se alguma cinza e grande quantidade de material cerâmico e osteológico, surgindo, ainda, restos de escória e vinte fragmentos de cadinhos. De uma forma geral, os enchimentos apresentam materiais que se enquadram naquilo que vem sido definido para contextos da 1ª metade do III milénio (Silva e Soares 1987; Silva, Soares e Cardoso 1995; Valera, 1998; Gonçalves 2003; Valera e Filipe 2006), aparecendo apenas duas taças carenadas (2,22%).


2- Sector I – área I - [1249], enchimento da fossa [1250]

O interface [1250] corresponde a uma estrutura negativa de formato sub-circular, paredes introvertidas e fundo plano, com cerca de 1,70m de diâmetro máximo e 1m de profundidade máxima. A fossa [1250] apresenta três níveis de enchimentos as camadas. Num nível intermédio da fossa encontrava-se o enterramento de mulher jovem em posição fetal, decúbito lateral – [1289]. A cobrir o corpo encontrou-se um conjunto de lajes e dormentes, na sua vez, cobertos pela camada [1249] – enchimento constituído por sedimento castanho-escuro, de consistência compacta e grão médio. Em termos cronológicos, na fossa de enterramento não se registou uma alteração daquilo que já foi referido para o anterior contexto.

3- Sector I – área J – depósito [1321/1332] e enchimentos de fossas [1349], [1382] e [1397]

A área J, em termos contextuais e cronológicos, apresenta realidades semelhantes às áreas H e I. Em concreto, várias estruturas negativas, positivas ou de combustão e até empedrados que documentam uma intensa ocupação do sítio durante o Calcolítico. Esta ocupação levou, em diversas ocasiões, à sobreposição e corte de várias realidades, uma situação que se desenvolve desde o estrato inicial.

Neste contexto, a camada [1321/1332] era coberta e cortada por diversas realidades. Este depósito constitui-se por sedimentos de coloração castanha escura, de consistência compacta e grão médio, com grande quantidade de material arqueológico. As realidades em fossa, que também documentaram objectos com personalidade simbólica, correspondem a estruturas negativas de formato ovalado, circular ou sub-circular, com cerca de 1,10 a 1,88m de diâmetro máximo e 30 a 80cm de profundidade máxima.

4- Sector II – área L – [220], depósito na zona norte da área.

Nesta área identificaram-se várias fossas com enchimentos de materiais típicos do Calcolítico. A camada [220] cobria uma destas entidades - a fossa [238].

5- Sector III – sondagem V – depósito [301] e camada [359], enchimento da estrutura negativa [330]

A escavação da sondagem V revelou uma estrutura habitacional e algumas fossas e outras estruturas negativas. A camada [301] constitui um depósito que cobria todos estes contextos, encontrando-se imediatamente sob a camada agrícola. De uma forma geral, estes contextos enquadram-se no Calcolítico inicial/pleno.

6- Sector III – Sondagem X – enchimento [359] da estrutura negativa [330]

Na Sondagem X do Sector III foram registados contextos de enchimento de uma estrutura negativa de grandes dimensões [330] (com cerca de 1,5m de profundidade e 3m de diâmetro máximo), cujos materiais apontam para uma ocupação do Calcolítico inicial/pleno. O enchimento [359] encontra-se num nível intermédio da estrutura tendo sido aí recolhido abundante material arqueológico.

7- Sector III – sondagem VI – [398], enchimento da bolsa [397]

A Sondagem VII revelou a presença de uma série de interfaces de estruturas em negativo, entre elas a estrutura [397], de formato circular e fundo irregular, cheia apenas pela unidade [398]. Este sedimento de cor castanha escura e consistência média forneceu grande quantidade de material arqueológico enquadrável no Calcolítico inicial/pleno.

8- Sector III – sondagem VII – depósito [3087] e [3172] e [3174], enchimentos da bolsa 3092

A fossa [3092] apresentava grandes dimensões, com 43 enchimentos distintos, dois buracos poste, uma estrutura de combustão e um murete constituído por pedras de pequena dimensão. Tem cerca de 3,30m de diâmetro máximo e 2,50m de altura. Os dois enchimentos analisados, em particular, documentam intromissões e inclusões de margas, cinzas e carvões. O depósito [3087], constituído por sedimentos de cor castanha-escura, consistência média e grão médio-grosso, cobria uma das fossas.

As taças carenadas surgem em várias das unidades, noutras desaparecem por completo. A camada [3172] apresenta o valor mais alto, com cerca de 11%. As formas fechadas, por vezes, também estão ausentes, principalmente em camadas menos volumosas. É evidente o domínio das formas abertas e de tradição calcolítica, com bordos espessados. Surgem igualmente, mas nem sempre, crescentes e placas de tear em termos cronológicos. Perante as evidências é possível pensar em diferentes ambientes culturais. Um primeiro do Calcolítico Inicial e um segundo do Calcolítico Pleno.

9- Sector III – sondagem IX – [311], enchimento fossa [310]

A Sondagem IX possibilitou a identificação de três estruturas em negativo, duas das quais, [314] e [310], se revelaram fossas com grande capacidade de armazenamento. A estrutura [310] é preenchida por três camadas de enchimento, sendo a primeira última delas a [311]. Trata-se de um enchimento composto por sedimento castanho escuro, de consistência compacta de onde se recolheu algum material artefactual, enquadrável no Calcolítico Pleno.

3. Análise e discussão dos dados.

A deposição dos objectos analisados deu-se em realidades contextuais díspares: desde depósitos a enchimentos de fossas/lixeiras (que podem ter sido usadas como silos) ou em recolhas de superfície, bem como, junto de um enterramento em fossa. Em todos os casos, segundo as perspectivas meramente histórico-materialistas, assiste-se a uma realidade cronologicamente enquadrável na tradição cultural do Calcolítico, com presença, em certos casos, de vários elementos ligados à metalurgia e de cerâmica de tradição neolítica.

Nos primeiros casos os ídolos, com excepção dos ídolos-falange e de um outro em cerâmica, e as placas de xisto surgem fragmentados. O seu contexto de recolha e a sua fragmentação enuncia-nos, assim, o local de descarte destes elementos que perderam o seu papel funcional na vida dos indivíduos e da comunidade, quer por causa da sua fragmentação, quer porque se tenham tornado obsoletos. A presença conjunta destes elementos com outros de uso diário como os recipientes e de restos faunísticos permite-nos conceber que não existiu uma segmentação do lixo, segundo critérios de valor social, religioso ou económico.

No que toca ao contexto funerário, a presença junto ao defunto de uma placa de xisto, um ídolo cilindro e de alguns ídolos falange, de várias espécies de conchas (uma das mais representativas amostras) e, talvez, de alguns utensílios ligados à tecelagem, assim como de vários recipientes cerâmicos que se encontravam em excelente estado de preservação, pode remeter-nos para a realização de um ritual religioso associado ao morto e ao espaço de deposição.

No que toca aos valores e características técnicas, os ídolos falange aqui apresentados foram realizados aproveitando a forma natural do osso a qual, através da abrasão, lhes confere uma forma antropomórfica. Estes encontram-se lisos, podendo porventura possuir algum tipo de motivo pintado (Almagro Gorbea 1973:25).

Por sua vez, os ídolos em cerâmica apresentam-se figurados com formas humanas: seios, nariz e/ou olhos. A presença destes três elementos verifica-se apenas num dos exemplares. A constância na protuberância dos seios remete-nos imediatamente para a consideração destas figuras como uma representação feminina.

No seu lugar, as placas de xisto apresentam-se, apenas com uma excepção, fragmentadas. Desta forma, não possuímos uma leitura completa da informação iconográfica que transportavam. Os fragmentos recuperados mostram motivos geométricos gravados por incisão, apresentando um deles gravuras toscamente executadas.

O exemplar completo provém da camada de enchimento da inumação de uma mulher jovem encontrada na fossa [1250], que se vê acompanhada de um ídolo falange, entre diversas outras peças que constituem o seu espólio. Os motivos do anverso desta placa são interpretados como representando uma simbologia própria da Deusa-Mãe, protectora dos mortos e portanto símbolo da vida (Almagro Basch 1959:275; Almagro Gorbea 1973:326) e os do reverso o friso de ídolo almeriense (Gonçalves 2003:260), uma teoria que tem sido alvo de crítica de vários autores que a consideram demasiado “essencialista” (Renfrew & Bahn 2008:225).

Os ídolos bétilo apresentam-se, em geral, com forma alongada e troncocónica (Almagro-Gorbea 1973:63). Os bétilos decorados, provenientes de outros contextos peninsulares, denunciam significados relacionados com a fecundidade (Almagro Gorbea 1973:63). No Porto Torrão, a fragmentação de dois ídolos em calcário não permite perceber, segundo a tipologia de M. J. Almagro-Gorbea, se estes corresponderiam às características dos bétilos ou dos ídolos cilíndricos. Em relação ao “ídolo gola”, apesar de cilíndrico, distingue-se destes por deter estrangulamento numa das extremidades.
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26 nov. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Galicia: Los arqueólogos localizan en Rabuñade (Pontevedra) un asentamiento de la Edad del Cobre


Pena de Lantañón, sobre la que se ha inventariado un yacimiento de la Edad del Cobre. // Iñaki Abella.
25/11/2012. Faro de Vigo.

La riqueza arqueológica que esconden los subsuelos de la comarca de O Salnés es impresionante y nunca deja de sorprender. Un ejemplo de ello es la existencia de un asentamiento humano de la Edad del Cobre, en las inmediaciones del lugar de Rabuñade, en Vilanova de Arousa. La existencia de este asentamiento es conocida por los arqueólogos desde hace cinco años, cuando fue catalogado por Vicente Caramés, aunque eran muy pocos los que eran conscientes de la riqueza que esconde la conocida por los vecinos como Pena de Lantañón.

Pese a estar inventariado no se ha hecho ningún tipo de excavación o investigación de campo, pero a simple vista el propio Caramés reconoce que se trataría de una zona con una riqueza arqueológica "excepcional", apreciable en restos que se pueden encontrar a simple vista o sin excavar mucho. Esos restos indicarían que se trataría de un asentamiento en altura de naturaleza defensiva de un período prácticamente desconocido en Galicia como es la Edad del Cobre y que, en caso de comenzar a investigar, permitiría descubrir mucha información al respecto. Esas investigaciones permitirían datar mejor el yacimiento, ya que la Edad del Cobre se sitúa entre el III milenio y el 1.500 antes de Cristo. En Galicia solo existe un yacimiento similar en la zona de Cangas, aunque este si está estudiado por los arqueólogos.

La elección de este asentamiento no es casualidad, ya que se trata de un punto elevado que permite controlar todo el entorno a una gran distancia, de ahí que fuera escogido por sus pobladores para ello. En sus inmediaciones existen unas canteras que, por el momento, no amenazan con dañar los restos arqueológicos.

Caramés también es el arqueólogo que delimitó los restos de la fortaleza de Lobeira y al que ha recurrido el Concello de Vilanova para sacar adelante el proyecto que van a financiar los fondos de Agader. El arqueólogo ya colaboró con los comuneros en su momento para sacar a la luz algunas de las partes de la fortaleza en el pasado.

En ese lugar es posible que no solo se encuentren los restos de la fortaleza medieval que dañaron los Irmandiños, sino que pueden encontrarse restos de los orígenes de la comarca de O Salnés, ya que desde allí se controlaban las salinas que dan nombre a esta zona. Además, existen teorías que apuntan a la existencia de más restos bajo los de la fortaleza. Esos restos serían de asentamientos de la época romana, un antiguo castro, así como enterramientos de la Edad del Bronce o anteriores. A través de la Mancomunidade se espera poder sacar a la luz todos esos secretos que guarda el monte de Lobeira.
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13 nov. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Los lazos genéticos de Ötzi con la población sarda (Cerdeña) ofrece indicios sobre la propagación de la agricultura en Europa


Reconstrucción de Ötzi por Kennis © Museo arqueológico de Tirol del Sur, Foto: Ochsenreiter.
Fuente: Live Science | Tia Ghose | 09/11/2012 (Traducción: G.C.C. para Terrae Antiqvae)

Ötzi, el "Hombre de hielo", una momia neolítica, sorprendentemente bien conservada, encontrada en los Alpes italianos en 1991, era natural de Europa Central, no un emigrante de primera generación procedente de Cerdeña, según un nuevo estudio. Y genéticamente se parecía mucho a otros agricultores de la Edad de Piedra en Europa.

Los nuevos hallazgos, proporcionados el pasado jueves en la conferencia de la Sociedad Americana de Genética Humana, apoyan la teoría de que los agricultores, y no sólo la tecnología de la agricultura, se extendieron durante los tiempos prehistóricos desde el Medio Oriente hasta Finlandia.

"La idea que actualmente tenemos sobre la difusión de las actividades agropecuarias y de la agricultura, es que hay buenas evidencias de que las mismas también se asocian con un movimiento de personas y no sólo de la tecnología", dijo el coautor del estudio, Martin Sikora, genetista de la Universidad de Stanford.

En lo que podría ser el "caso abierto" más antiguo del mundo, Ötzi fue atravesado por una flecha, desangrándose hasta morir, en un glaciar en los Alpes entre Austria e Italia, hace más de 5.000 años.

Los científicos secuenciaron el genoma Ötzi a principios de este año, dando un resultado sorprendente: el 'Hombre de hielo' estaba más estrechamente relacionado con los sardos de hoy en día que con los habitantes de la actual Europa Central.

Sin embargo, los investigadores secuenciaron sólo una parte del genoma, y los resultados no resolvieron una cuestión subyacente: ¿la mayoría de los pueblos neolíticos de Europa Central tenía perfiles genéticos característicos de Cerdeña, o la familia de Ötzi había emigrado recientemente desde el sur de Europa?


El Dr. Eduard Egarter-Vigl (izquierda) y el Dr. Albert Zink (derecha) tomando una muestra del Hombre de hielo en noviembre de 2010. CRÉDITO: Samadelli Marco / EURAC.
"Tal vez Ötzi fuera sólo un turista, quizá sus padres eran de Cerdeña y decidieran trasladarse a los Alpes", dijo Sikora.

"Eso hubiera requerido que la familia de Ötzi viajara cientos de kilómetros, una perspectiva poco probable. Cinco mil años atrás no es realmente esperable que nuestras poblaciones fueran tan móviles", adujo Sikora a LiveScience.

Para responder a esta pregunta, el equipo de Sikora secuenció el genoma completo de Ötzi y lo comparó con los de cientos de europeos de hoy en día, así como con los genomas de cazadores-recolectores de la Edad de Piedra encontrados en Suecia, un agricultor también de Suecia, un cazador-recolector de hace 7.000 años hallado en la Península Ib... y un hombre de la Edad de Hierro encontrado en Bulgaria.

El equipo confirmó que, de la gente moderna, los sardos son los parientes más cercanos de Ötzi. Pero entre el cuarteto prehistórico, Ötzi está más estrechamente relacionado con los agricultores que se encontraron en Bulgaria y Suecia, mientras que los cazadores-recolectores de Suecia y la Península Ibérica se parecen más a los actuales europeos del norte.

Los resultados apoyan la noción de que las personas que migraron desde el Oriente Medio hasta llegar al norte de Europa trajeron consigo la agricultura y se mezclaron con los cazadores-recolectores nativos, provocando que la población aumentara, dijo Sikora.

Mientras que las huellas de estas antiguas migraciones se pierden, en gran medida, en la mayor parte de Europa, los isleños de Cerdeña permanecieron más aislados, y, por lo tanto, mantuvieron grandes rastros genéticos de aquellos primeros agricultores neolíticos, señala Sikora.

Los resultados se suman a un creciente cuerpo de evidencias que muestra que la agricultura jugó un papel importante en la formación de la gente de Europa, dijo Chris Gignoux, un genetista de la Universidad de California, en San Francisco, y que no participó en el estudio.

"Creo que es muy interesante", dijo Gignoux, "cuanto más gente esté secuenciando estos antiguos genomas de Europa, comenzaremos realmente a ver a ver el impacto de los agricultores trasladándose dentro de Europa".
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6 nov. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas: , ,

Los Dólmenes de Antequera celebran la semana de la prehistoria

06/11/2012. Andalucía Información.

Desde el próximo martes 13 de noviembre hasta el viernes 16 de noviembre `Conoce, dibuja y construye la prehistoria´ en el conjunto arqueológico de Los Dólmenes de Antequera con motivo del calendario de actividades programado para la semana de la prehistoria.

Esta interesante iniciativa cultural cuenta con hasta tres turnos diarios, a las diez y doce de la mañana respectivamente, y a las tres y media de la tarde. Con pases de hasta tres horas de duración, los participantes podrán realizar la visita guiada `tras las huellas del pasado´. Aprender en el taller de pintura rupestre `Signos, trazos y figuras´ o vivir de cerca el modo de vida de los antepasados con la teatralización ‘el constructor del romeral’.

Estas visitas, que están orientadas al público escolar, cuentan con un aforo máximo de hasta 50 personas para poder desarrollar cada una de las actividades de la mejor manera posible.

Para concertar cita previa los interesados pueden hacerlo a través de los teléfonos 95271122o8 ó 670945453.

También a través de la dirección de correo electrónico visitasdolmenesdeantequera.ccd@juntadeandalucia.es
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31 oct. 2012 ~ 1 comentarios ~ Etiquetas: ,

El CSIC sitúa a los primeros pobladores del espacio de Doñana hace 5.500 años


El paleontólogo Francisco Giles -en el centro- muestra los restos del Neolítico hallados.
Los científicos constatan que el parque se habitó antes de lo que se pensaba hasta ahora gracias al hallazgo de una pieza que encontró una niña de 8 años · Se han sumado ya una veintena de restos del Neolítico.
30/12/2012. Diario de Sevilla.

A ojos del profano son simples piedras, mientras que desde un prisma netamente arqueológico se trata de útiles del neolítico. Es el resultado de una investigación del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), en paralelo al Museo de Gibraltar, que concluye que estas herramientas fueron halladas en pleno corazón de Doñana, en concreto, a escasa media legua del Palacio de Marismillas, donde el organismo estatal y la Estación Biológica de Doñana (EBD) presentó ayer las 20 piezas que sitúan a los primeros pobladores del espacio natural en el año 3.000 antes de Cristo.

Se certifica así que la actividad en la Reserva de la Biosfera se remonta varios siglos antes de lo que se había estimado hasta ahora, según el director de la EBD, Juan José Negro. Esto implica "reconfigurar" las creencias que se tenían sobre las primeras huellas humanas en el Parque, que se centraban en los restos romanos, más concretamente, en el Cerro del Trigo.

El conjunto de veinte piezas fueron recogidas a cielo abierto. Es decir, no ha sido necesario realizar excavación alguna, lo que hubiera obligado a contar con los permisos pertinentes. Así lo adelantó Francisco Giles, ex director del Museo Arqueológico del Puerto de Santa María, quien anunció que el objetivo ahora es solicitar esas autorizaciones pertinentes a la Junta de Andalucía para realizar "un estudio geoarqueológico con mayor profundidad, que incluiría prospecciones sistemáticas en superficie".

En paralelo, el arqueólogo destacó que las piezas "no necesariamente" pudieron haber pertenecido a individuos originarios de Doñana, sino que podría tratarse de "miembros de asentamientos en el entorno de la Bahía de Cádiz que se desplazaron a la zona para cazar, pescar y mariscar".

Lo curioso (aún más) de este inusitado hallazgo es que se deba a la suerte, a una pequeña de 8 años que visitaba con sus compañeros de escuela el Parque y encontró una primera piedra en el interior de un alcornoque en los alrededores de la Vera de Doñana, concretamente, una pieza de sílex. A ellas se sumaron las otras veinte, entre las que se encuentran restos de cerámicas con elementos decorativos y herramientas elaboradas también en sílex. Dentro del conjunto los investigadores han destacado un hacha pulimentada, que goza de un excepcional estado de conservación si tenemos en consideración los milenios expuestos en el manto eólico propio de Doñana. Los núcleos son una suerte de cantos rodados de sílex que los antiguos pobladores golpeaban para obtener de ellos finas láminas que usaban como cuchillas. Estas piedras se insertaban en un trozo de madera o hueso y podían utilizare para tareas como cortar o cazar.

En la rueda de prensa en la que se presentaron las herramientas estuvieron presentes el alcalde de Almonte, José Antonio Domínguez; José Fiscal, delegado del Gobierno de la Junta de Andalucía; Esperanza Cortés, directora de Espacios Naturales y Participación Ciudadana, así como representantes políticos e institucionales del peón de Gibraltar.

El nuevo rector de la EBD también aprovechó la ocasión para anunciar que la institución que dirige ha sido reconocida como Centro de Excelencia Severo Ochoa, lo que "me llena de orgullo y nos sitúa en primera línea de investigación en España, siendo además la única entidad que recibe esta distinción de las que trabaja en pos de la defensa del Medio Ambiente.

Por su parte, el primer edil almonteño destacó que investigaciones de esta índole corroboran cómo el hombre ha convivido en este territorio en comunión con la naturaleza y respetando su entorno. Por último, el delegado del Gobierno de la Junta avanzó su intención de acelerar el trabajo para que estos hallazgos figuren en el Catálogo Histórico de Andalucía.

El destino de estas piezas aún está por decidir. El director de la Estación Biológica de Doñana aseguró que en este espacio pueden "custodiarlas", aunque la última palabra la tendrán las autoridades competentes en materia de conservación del patrimonio.
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26 oct. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Nueva amenaza para el patrimonio histórico en Alcalá de Henares

El Ayuntamiento de Acalá de Henares erre que erre.

Parece ser que el Ayuntamiento de Alcalá de Henares ha decidido, como objetivo atemporal de sus políticas, llevar a cabo la destrucción total del Patrimonio Alcalaíno. Si ya se venía denunciando la destrucción y/o abandono del Yacimiento Calcolítico de la Esgaravita, la Villa Romana de El Val, la Necrópolis Visigoda de Afligidos... Si ya se venía denunciando en la Lista Roja del Patrimonio Complutense, decenas de lugares más... Ahora han comenzado a destruir el de la Magdalena. A continuación la Nota de Prensa del GDPC:

Nueva amenaza para el patrimonio histórico en Alcalá de Henares.
El Yacimiento de La Magdalena en peligro inmediato de ser arrasado


El Yacimiento de La Magdalena en Alcalá de Henares se encuentra en grave peligro
de desaparecer, debido a la proyectada construcción de dos naves de logística. Una
importante necrópolis con más de doscientas inhumaciones, varios hornos cerámicos
romanos, pozos, estructuras industriales y de habitación entre otros restos históricos, pueden perderse definitivamente con el beneplácito de la Comunidad de Madrid y del Ayuntamiento de Alcalá de Henares.

Varios años llevan excavando los arqueólogos en el Yacimiento de La Magdalena, situado entre las naves de las empresas Avon y Teka (Alcalá de Henares), un terreno delimitado por la autovía A2 y el río Henares. Los hallazgos que han sacado a la luz, superan con creces las previsiones iniciales: han localizado más de 230 inhumaciones de períodos que abarcan desde la Edad del Cobre a diferentes etapas de la dominación romana y épocas posteriores. Han aparecido almacenes, aljibes, hornos
cerámicos, pozos de agua, un foso, así como otras estructuras que documentan de manera insustituible la huella del ser humano en estas tierras complutenses. Se trata de un hallazgo de alto valor que cualquier municipio desearía tener, proteger y conservar. Una ocasión única para documentar parte de la Historia de Alcalá de Henares y su comarca, además de poder convertirse en foco de cultura y turismo. Sin
embargo, para las autoridades de la ciudad las previsiones son otras.

Las excavaciones comenzaron al comprar ese terreno la empresa multinacional Goodman, que proyecta construir dos naves para fines de logística. Como paso previo a las obras, por tratarse de un área catalogada, comenzaron las prospecciones y excavaciones arqueológicas, que han tenido ocupado a un nutrido grupo de arqueólogos por varios años. Hasta que ha llegado la orden de parar y no seguir
excavando. No se desea que salga nada más a la luz. Pese a lo descubierto, no se contempla variar la construcción de las naves, aun a costa de arrasar el yacimiento.

Paradójicamente, la construcción de las naves no supondría la necesaria destrucción del yacimiento, si se toman la medidas oportunas. Al parecer, ambos podrían convivir en una cierta vecindad. El problema proviene, según se informa, del requerimiento del Ayuntamiento de Alcalá para que la empresa propietaria ceda al municipio una parte de los terrenos. Esa cesión estaría, por expresa solicitud del Ayuntamiento, en el área norte de la parcela, lo que obliga a las naves de Goodman a desplazarse al sur y edificarse sobre los restos arqueológicos. Si tan solo el Ayuntamiento variara sus exigencias, las naves podrían situarse sobre la parte norte de la parcela, dejando libre la franja sur, que es donde se sitúan los restos hasta ahora localizados. Pero en medio del silencio, no parece ser esa la disposición de los munícipes.


Los intentos de conseguir información de la Dirección General de Patrimonio de la Comunidad de Madrid han sido infructuosos. El Ayuntamiento de la ciudad, pese a conocer los hallazgos y su extensión, tampoco ha brindado información a la ciudadanía. Nos movemos rodeados de oscurantismo y de trámites aprobados intempestivamente en pleno verano. No interesa que se sepa la verdad.

Desde el Grupo en Defensa del Patrimonio Complutense, así como desde otros colectivos ciudadanos, exigimos que el Ayuntamiento de Alcalá de Henares, en cumplimiento de sus funciones, varíe sus pretensiones y preserve el Yacimiento de La Magdalena. Que dé prioridad a la Historia antes que a las ganancias económicas inmediatas. Si debe recibir cesión de terrenos para permitir la construcción, que esa cesión se efectúe en la parcela que demuestra poseer alto valor arqueológico. De este modo, el yacimiento pasaría a ser de propiedad pública, garantizando su conservación, no su especulación.

Alcalá de Henares es Ciudad Patrimonio de la Humanidad. Los ciudadanos necesitamos ver que esa distinción pasa más allá del papel, y que tenemos gobernantes que de verdad se preocupan por el patrimonio histórico y arqueológico de la provincia. Por el patrimonio de todos.

Grupo en Defensa del Patrimonio Complutense

Fuente: http://asamblealiberacionespaciosalcala.blogspot.com.es/2012/10/el-ayuntamiento-de-alcala-erre-que-erre.html
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25 oct. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Halladas «decenas» de herramientas neolíticas en Doñana

Las piezas encontradas, instrumentos de piedra, tienen una antigüedad comprendida entre los 4.000 y los 6.000 años.
25/10/2012. ABC.

Un equipo multidisciplinar de investigación compuesto por la Estación Biológica de Doñana, el instituto del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) y el Museo de Gibraltar ha culminado un trabajo desarrollado durante meses con el hallazgo de "decenas" de herramientas procedentes del periodo Neolítico en el espacio natural de Doñana.

Según fuentes consultadas por Europa Press, estos descubrimientos suponen un hito "muy importante" para Doñana, siendo la primera vez que se encuentran vestigios de estas características en este entorno, recurrente punto de referencia arqueológica desde hace años en lo que se refiere a la búsqueda de restos de la civilización tartéssica. Las piezas encontradas, instrumentos de piedra (líticos) y cerámica correspondiente a este periodo histórico, tendrían una antigüedad comprendida entre los 4.000 y los 6.000 años.

De esta forma, los materiales recogidos incluyen núcleos y piezas de sílex, así como un hacha pulimentada y una mano de mortero para molienda de grano. Los resultados del trabajo de este equipo, que podrían dar pie a otras acciones, se presentarán de manera pública el próximo lunes 29 de octubre en la Reserva Biológica de Doñana, en un acto en el que está programada la participación del ministro de Medio Ambiente del Gobierno de Gibraltar, John Cortés, y el director del museo gibraltareño, Clive Finlayson, así como de la directora de Espacios Naturales y Participación Ciudadana de la Junta de Andalucía, Esperanza Perea, y el director de la Estación Biológica de Doñana, Juan José Negro.
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19 oct. 2012 ~ 1 comentarios ~ Etiquetas: ,

Descubren un poblado neolítico en Antequera gracias a las obras del AVE


Foto: EUROPA PRESS/AYUNTAMIENTO DE ANTEQUERA.
Las obras del AVE Granada-Bobadilla a su paso por Antequera (Málaga) han confirmado la existencia y naturaleza de un poblado del IV milenio a.c., fechado en la época de transición Neolítico-Calcolítico de finales.
19/10/2012. Europa Press.

Aunque el yacimiento estaba ya zonificado en el actual Plan General de Ordenación Urbana (PGOU) de Antequera, el equipo que arqueólogos ha comprobado que abarca una superficie mayor a la propuesta en el primer estudio: 1.400 metros aproximados de diámetro.

Así se ha delimitado en los trabajos de arqueología preventiva que se han desarrollado y los trabajos posteriores de zonificación y prospección dirigidos por el arqueólogo Luis Efrén Fernández, del Taller de Investigaciones Arqueológicas.

Concretamente, el equipo ha excavado una longitud superior a los 700 metros, que es la zona afectada por la traza del AVE, en cuyo límite oriental se ha descubierto uno foso que delimitaría el yacimiento. Asimismo, han aparecido restos como un foso con 34 metros excavados y un arco de 243 metros, así como diversos enterramientos y 139 silos.

Los trabajos desarrollados apuntan a que el asentamiento se establecería sobre una superficie de planta casi circular con alrededor de 1.400 metros de diámetro, lo que daría un área útil de ocupación prehistórica de en torno a las 150 hectáreas.

Así, los especialistas encargados de su estudio piensan que puede tratarse de uno de los mayores yacimientos de la provincia de Málaga con esta cronología, según ha informado el Ayuntamiento de Antequera a través de un comunicado.

La excavación ha permitido documentar el enterramiento de cuatro individuos inhumados que no se ciñen al ritual específicamente dolménico, así como cinco inhumaciones ortodoxas efectuadas en el interior de varios silos. Los restos fueron situados en posición fetal con dos individuos infantiles.

Saladillo y los 12 nuevos asentamientos descubiertos de esta época demuestran la elevada densidad de poblamiento, fruto de la situación geográfica de cruce de caminos, las conexiones con el litoral y la posibilidad de acceso a importantes fuentes de aprovisionamiento de recursos líticos, junto con la fertilidad y potencialidad cinegética, silvícola y agropecuaria de los terrenos.
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13 oct. 2012 ~ 1 comentarios ~ Etiquetas: ,

Inscrito como Zona Arqueológica el yacimiento calcolítico del Cerro del Oso, Villanueva del Rosario (Málaga)

Decreto 491/2012, de 11 de septiembre, por el que se inscribe en el Catálogo General del Patrimonio Histórico Andaluz como Bien de Interés Cultural, con la tipología de Zona Arqueológica, el yacimiento arqueológico del Cerro del Oso, en el término municipal de Villanueva del Rosario (Málaga).
02/10/2012. BOJA núm. 193.

El yacimiento arqueológico del Cerro del Oso, en el término municipal de Villanueva del Rosario (Málaga), se sitúa en las primeras estribaciones de Sierra Gorda, a algo más de 900 metros sobre el nivel del mar. Esta situación favorece la gran visibilidad del yacimiento y el control de las vías de paso que conectan el litoral malagueño así como la depresión de Colmenar-Periana con la depresión de Antequera y las tierras granadinas.

Esta zona fue objeto de una prospección arqueológica a principio de los años 80, pero es a raíz de la actuación de una explotación de áridos cuando sale a la luz y se comienzan a realizar sondeos arqueológicos previos a los trabajos correspondientes, con el objeto de determinar el potencial e interés del yacimiento.

Tras las diversas intervenciones arqueológicas, corroboradas posteriormente mediante visita técnica, como consta en la documentación del expediente de protección, se comprueba la existencia de un asentamiento calcolítico con elementos que se corresponden con fondos de cabañas, junto a una gran variedad y abundancia de material cerámico, fundamentalmente cuencos, ollas y platos, destacando la presencia de fragmentos campaniformes del tipo Ciempozuelos.

La ocupación del Cobre ha aportado restos líticos relacionados con la actividad agrícola, sobre todo dientes de hoz. Otros materiales también frecuentes, en este caso metálicos, son las puntas palmela. Debido al tipo de materiales aparecidos este poblado debió de tener un fuerte componente agrícola, en relación directa con las fértiles tierras que lo rodean, aunque también con grandes posibilidades ganaderas y cinegéticas por su ubicación. Se trata de una zona también muy rica en recursos de materia prima de sílex, detectándose en los alrededores varias áreas con nódulos y vestigios de talla.

Por lo tanto, este asentamiento respondería al patrón de los yacimientos calcolíticos, tanto en su ubicación, en una zona elevada, como en las actividades que se han podido documentar. Los trabajos arqueológicos sólo han permitido registrar parte del área de hábitat, cuyo principal interés radica en el material mueble extraído. El resto del poblado probablemente se desarrolle en las laderas, como suele ser habitual. Pero habrá que esperar a futuras intervenciones para valorar el asentamiento en su totalidad y su relación con otros yacimientos de la misma época.
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14 sept. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas: ,

Extremadura: Hallados nuevos yacimientos megalíticos en la dehesa boyal de Montehermoso

14/09/2012. ABC.

La Asociación Andares está llevando a cabo un estudio sobre los nuevos restos arqueológicos hallados en la dehesa boyal de Montehermoso (Cáceres), entre los que figuran varios dólmenes de corredor, restos de cistas y túmulos y nuevos asentamientos que datan de hace miles de años.

En un comunicado, el presidente de Andares, Juan Jesús Sánchez Alcón, ha explicado esta investigación lleva consigo un trabajo de campo "muy completo" sobre los nuevos yacimientos encontrados, elementos patrimoniales y recursos naturales de la dehesa boyal de Montehermoso, catalogando e inventariando cada elemento.

Así, se toman referencias y coordenadas de cada punto de interés, dólmenes, túmulos megalíticos cistas, muros, posibles castros, asentamientos, y de varias formaciones pizarrosas o graníticas, posibles restos de majadas, chozos, antiguos caminos, muros, piedras labradas, fuentes y hornos.

En este trabajo colabora con su asesoramiento y colaboración José María Señorán, miembro del Instituto de Ciencias del Patrimonio del CSIC.

El presidente de Andares ha explicado que se tenía constancia de más yacimientos megalíticos y de varios túmulos en todo el entorno de la dehesa que se han ido descubriendo en diversas jornadas, pero ha sido a raíz del último estudio, que se está llevando a cabo desde el 24 de agosto, cuando se examinado el entorno de la dehesa de forma minuciosa, dividiéndola en diez sectores.

Entre los últimos hallazgos figuran varios dólmenes de corredor, restos de cistas y túmulos y nuevos asentamientos que datan de hace miles de años.

La Asociación Andares considera de interés general para Extremadura la promoción y conservación del patrimonio natural, histórico-artístico y cultural de la región.

Por ello, ha abogado por fomentar la colaboración entre las administraciones con competencia en la materia, "promoviendo acciones que ayuden a valorar la importancia y trascendencia de la conservación y gestión sostenible de los recursos patrimoniales".

En este sentido, ha recordado que desde hace años se impulsa el instaurar la figura de Bien de Interés Cultural que permita conservar el complejo arqueológico-etnográfico de la Dehesa Boyal y de todos sus elementos patrimoniales.

Con ello se pretende poner en valor este recurso turístico patrimonial "tan abandonado desde hace años", para que pueda atraer más visitantes a Montehermoso y, de esta forma, suponga una importante fuente de ingresos en el municipio.
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12 sept. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

La Junta protege el yacimiento calcolítico del Cerro del Oso

12/09/2012. Diario Sur.

El Cerro del Oso, uno de los pocos asentamientos conocidos del periodo Calcolítico Tardío y Final en el valle alto del Guadalhorce, cuenta con la protección como Zona Arqueológica de la Junta de Andalucía después de que el Consejo de Gobierno acordase ayer inscribir en el Catálogo General del Patrimonio Histórico Andaluz este yacimiento prehistórico localizado en el municipio de Villanueva del Rosario.

El poblado destaca por la abundancia y variedad de sus restos de cerámica e incluye también un asentamiento de época tardorromana. La zona arqueológica declarada ocupa 35.389 metros cuadrados con un entorno de protección de 31 hectáreas. Está ubicada en un cerro estratégico que domina el valle, a más de 900 metros sobre el nivel del mar y aporta información esencial sobre los modelos de ocupación de la zona durante el Calcolítico, ya que se ha constatado la existencia de fondos de cabañas junto a numerosos elementos cerámicos, principalmente cuencos, ollas y platos, con presencia destacada de fragmentos campaniformes.

El yacimiento alberga también restos metálicos y líticos, sobre todo dientes de hoz, que atestiguan la dedicación a la agricultura, así como puntas de flechas indicativas de una vinculación a la actividad ganadera y cinegética. No obstante, las excavaciones realizadas hasta ahora solo han permitido conocer una parte del poblado calcolítico.
El asentamiento tardorromano del siglo V, detectado en la parte más oriental del cerro, presenta estructuras de mayor entidad y carácter defensivo, correspondientes a un fortín o poblado amurallado.
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5 sept. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Extremadura: El yacimiento neolítico de Jaraíz puede reunir entre 35 y 38 dólmenes


Imagen de uno de los dólmenes aparecidos en Jaraíz.

05/09/2012. El Periódico de Extremadura.

El alcalde de Jaraíz de la Vera, José Bonifacio Sánchez Cruz, anuncia que el dolmen encontrado en su municipio no es el único, sino que podrían existir "entre 35 y 38 dólmenes en la dehesa boyal".

Uno de ellos es el que este pasado martes se anunciaba que se podrá visitar en las próximas fechas, una vez que se firme el convenio entre el consistorio y la Dirección General de Patrimonio Cultural de la Junta de Extremadura.

Se trata de unos dólmenes que datan del periodo Neolítico y que viene a demostrar según el alcalde que había "una amplia población prehistórica en la zona" y que el núcleo central "era Jaraíz de la Vera.

Sobre el convenio que firmará el consistorio con la Dirección General de Patrimonio Cultural es el "protegerlo y dar a conocer el dolmen de forma razonada" para que esté "a disposición de los estudiosos de la antropología", afirma José Bonifacio Sánchez.

Otro de los puntos del convenio que el Ayuntamiento de Jaraíz de la Vera querría incluir en el convenio sería la excavación de los yacimientos neolíticos presentes en la población.
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4 sept. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Extremadura: Descubren un nuevo dolmen en Jaraíz de la Vera


Imagen de la excavación donde se encuentra el megalito | HOY.
El megalito, conocido como Lámoina 1, permanecerá abierto a visitas.
04/09/2012. Hoy.es

El dolmen del Neolítico que se ha terminado de excavar recientemente, durante las obras de construcción de la nueva estación depuradora de aguas residuales de Jaraíz de la Vera, permanecerá abierto a visitas tras la firma de un protocolo de colaboración entre la Consejería de Educación y Cultura y el Ayuntamiento de la localidad verata.

Según ha indicado la directora general de Patrimonio Cultural, Pilar Merino, el protocolo de colaboración a suscribir próximamente permitirá que el dolmen "se valle y se proteja debidamente con el fin de que sea el Ayuntamiento de Jaraíz el que gestione la conservación del mismo y la regulación de las visitas".

El citado dolmen, conocido como de Lámoina 1, quedará a la vista dado el excelente estado de conservación en el que ha aparecido, ya que, en virtud de los ajuares encontrados, ha debido permanecer intacto desde que se selló, durante la Edad del Cobre, hasta el momento de su excavación.

Los trabajos arqueológicos han permitido documentar un dolmen de cámara circular con corredor largo precedido por un atrio, cubierto todo por un túmulo, que se conserva en su integridad, construido con piedras y tierra del entorno. Además, han aparecido decoraciones grabadas (trazos ondulados, cazoletas y ramiformes) en parte de las losas de grandes dimensiones u ortostatos que conforman la cámara y el corredor. Ortostatos de los que se conservan también los apoyos originales que sirvieron para sustentarlos.

Por otra parte, la intervención ha propiciado la recuperación de un excepcional ajuar funerario compuesto principalmente por puntas de flecha, más de 150 unidades; láminas; hachas pulimentadas; objetos de adorno personal, como cuentas de collar de diversos materiales y colores; o recipientes cerámicos. Todos estos objetos fueron hechos específicamente para este ajuar funerario ya que no presentan huellas de uso y están muy bien conservados.

El dolmen de Jaraíz se construyó, a falta de la datación más precisa que ofrecerá el Carbono 14, entre el IV milenio antes de Cristo y la mitad del III milenio a.C.
Este megalito se encuentra en una zona, conocida como El Canchal, en la que Antonio González Cordero y Salvador Rovira constataron ya la existencia de una treintena de dólmenes, la gran mayoría de ellos expoliados.
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26 ago. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas: ,

País Vasco: Algunos de los secretos que esconde Jaizkibel


Cromlech. El arqueólogo Luis del Barrio observa una de las estructuras, de carácter funerario, que data de la edad del hierro.
En este monte podemos encontrar un importante conjunto megalítico desconocido por muchos. Está formado por varios dólmenes y cromlechs que pertenecen a las edades del bronce y del hierro.
25/08/2012. Diario Vasco.

Para muchos, entre los que se incluye un servidor, es una referencia natural. Pero la realidad es que el monte Jaizkibel tiene muchos más atractivos que pasan desapercibidos. Más allá de ser un espacio protegido, en sus laderas se esconden numerosos restos de otras épocas que demuestran el paso del hombre por esta zona. Poco a poco, con el trabajo de entidades culturales, se empiezan a poner en valor, como es el caso de los megalitos que se concentran, sobre todo, en la cresta del monte.

En Jaizkibel se ha conocido la existencia de seis dólmenes y ocho cromlechs pirenaicos que testimonian la presencia humana y el aprovechamiento de los recursos naturales de la montaña a lo largo de la Edad del Bronce y del Hierro. No obstante, el dólmen de Santa Bárbara y uno de los conjuntos que agrupaba dos cromlechs fueron destruidos por las obras del antiguo parador de Jaizkibel.

Luis del Barrio, de la empresa de servicios culturales Lurrailan, comenta que «los primeros megalitos se empezaron a localizar en esta zona a mediados de los años 30, aunque desgraciadamente hasta hace poco no se ha tenido conciencia del verdadero valor que tenían, de ahí que obras se hayan destruido algunos». Todas estas estructuras funerarias fueron levantadas por los asentamientos humanos que poblaron la zona de Jaizkibel entre el 5.000 a. de C. y el inicio de nuestra era.

Este patrimonio sirve para evidenciar diferencias culturas y cómo «cambia el rito de la muerte». El arqueólogo explica que los dólmenes son una especie de panteones con una cámara de traza rectangular recubierta por un conjunto de piedras. Su función era la de un sepulcro colectivo y en su interior se inhumaban los cadáveres. Sin embargo, los cromlechs son círculos de piedras «que hacen las veces de tumbas de incineración. En el centro guardan una porción del cenizal resultante de la cremación, bien contenidos en un pequeño recipiente cerámico o depositado directamente en un agujero».

Del Barrio no duda en señalar que «Jaizkibel es un gran desconocido». Apunta a que hay yacimientos arqueológicos en este monte que «se remontan a más de 50.000 años de antigüedad. El hombre ha estado aprovechando los recursos que ofrece desde esa época hasta el presente y es un lugar en el que con un poco de atención se pueden hallar vestigios, aunque de esa época sólo disponemos de piezas sueltas que se localizan, sobre todo, en la ladera que da al mar y en los abrigos rocosos».

Descubrimientos

Los megalitos que se encuentran en el término municipal de Hondarribia no son estructuras de grandes dimensiones. El arqueólogo lamenta que esta circunstancia hace que «al no ser muy llamativas, corren el riesgo de pasar desapercibidas y destruirse, en algunos casos por desconocimiento». Prueba de ello es que los restos que se hayan en Jaizkibel, en su mayoría no alcanzan el medio metro de altura.

Reconoce que «no es nada raro, si se anda con un poco de atención, el encontrar nuevos megalitos. Están por muchos sitios pero hay que tener la suerte de localizarlos». El último hallado en Jaizkibel fue hace meses. «Casi todos están en la cresta, pero este último se encontró a 50 metros de la carretera. Es un dolmen que conserva la cámara mortuoria y es milagroso que no se haya destruido porque cerca hay aprovechamientos de piedras y podían haber sido utilizadas por los canteros para hacer sillares».

La empresa Lurrailan realiza, entre otras funciones, prospecciones en la geografía guipuzcoana con el fin de hallar nuevos restos megalíticos. Al margen de estas salidas de campo, del Barrio subraya la importancia de la colaboración de la ciudadanía a la hora de poder encontrar este tipo de estructuras. «Atendemos los avisos de excursionistas, montañeros, incluso arqueólogos que han localizado o han creído encontrar un megalito. Luego acudimos al lugar y certificamos si lo es para poder dar cuenta al Gobierno Vasco para que los proteja cuantos antes», detalla.

Precisamente, le gustaría que la gente fuera con otra mentalidad cuando acude al monte «para poder apreciar todos los restos que ha dejado la huella humana durante tantos años». De hecho, confiesa que le desanima «ver a personas que suben mirando el reloj, que tienen prisa y van a piñón. Se pierden la oportunidad de observar muchas cosas, además de la flora de este entorno».

El arqueólogo pide también la colaboración del Ayuntamiento para que ese patrimonio «se pueda mantener a la vista porque muchas veces se cubre de manera natural de hierbas, zarzas, helechos y no puede ser apreciado. Tenemos que dedicarnos también a intentar impulsar que se conozca este patrimonio, que se hagan trabajos de limpieza donde corresponda para que se puede poner en valor».
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Granada: Gorafe atrae a 3.000 turistas interesados en sus 240 dólmenes megalíticos

El número de visitantes del centro, que multiplica por seis los habitantes del municipio, se ha convertido en su principal reclamo turístico gracias a un museo diseñado con la forma de un sepulcro megalítico.
26/08/2012. Ideal.

El municipio granadino de Gorafe, con quinientos habitantes, ha convertido sus 240 dólmenes megalíticos y su centro de interpretación en el principal atractivo turístico, pasando en once meses a casi 3.000 visitantes, y espera ahora que la Junta declare sus restos funerarios como Bien de Interés Cultural.

El Centro de Interpretación del Megalitismo de Gorafe, el más grande de la provincia granadina con más de 600 metros cuadrados, ha logrado en sus once primeros meses de funcionamiento atraer a cerca de 3.000 turistas.

El número de visitantes del centro, que multiplica por seis los habitantes del municipio, se ha convertido en su principal reclamo turístico gracias a un museo diseñado con la forma de un sepulcro megalítico.

El Centro, que se ubica en el subsuelo y ofrece un mirador al valle del Río Gor, ha complementado las tres rutas diseñadas para conocer los 240 dólmenes repartidos por el municipio.

"La labor de los vecinos, en cuyos terrenos se ubican los dólmenes, nos ha permitido mantener nuestro rico patrimonio que en unos días empezará la tramitación por parte de Cultura para su declaración como Bien de Interés Cultural", ha explicado el alcalde de Gorafe, Miguel Pérez Navarro.

El Centro de Interpretación del Megalitismo ofrece cinco espacios para conocer las costumbres y modos de enterramiento de la época y recrea en tres dimensiones cómo era la vida en Gorafe hace 5.000 años.

La próxima incorporación al centro será una estela funeraria encontrada durante la reexcavación de los sepulcros que representa a un individuo tocado con tres plumas y un bastón y que ha sido la segunda estela funeraria encontrada en Andalucía.
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24 ago. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Cádiz: Un tesoro oculto para los visitantes


Pinturas rupestres de animales en la Cueva de Bacinete del Parque de los Alcornocales, en una imagen de archivo.
La Cueva de Bacinete pertenece al conjunto de arte rupestre sureño, un paisaje de excepcional bellezal Pinturas rupestres Destaca una figura humana con las manos extendidas y una fauna muy variada (ciervos, cabras, zorros o caballos).
23/08/2012. Europa Sur.

El Parque Natural de los Alcornocales, con una extensión de mas de 170.000 hectáreas situadas al este de la provincia guarda en el interior de sus frondosos bosques un tesoro que pasa desapercibido para los ojos de la gran mayoría de sus visitantes.

La Cueva de Bacinete (Los Barrios) pertenece al conjunto de arte rupestre denominado arte sureño, propio del sur de Andalucía. Este abrigo está situado en un paisaje de excepcional belleza, dentro de este parque natural. Se caracteriza por la gran cantidad de pinturas rupestres, sobre todo de representaciones de cuadrúpedos y antropomorfos. La mayoría de estas figuras datan del calcolítico y de la edad del bronce.

Para acceder a esta cueva hay que tomar la carretera 221 Los Barrios-Facinas. Desde la altura del Puente de Hierro en dirección Facinas, a 4 kilómetros aproximadamente en el margen derecho del carril se sitúa una cancela y junto a ella, una escalerilla rústica que permite llegar a la finca de Bacinete. A través de una vereda tortuosa y de piedras de arenisca, introduce a los visitantes a este sugerente complejo de bosques de alcornoques y bloques areniscos tapizados de verde. El abrigo principal presenta un panel donde las figuras se mezclan con otras más naturales componiendo una gran composición mural.

Existe una gran composición mural en la que destaca una figura humana con las manos extendidas mostrando todos los dedos. Este personaje conocido como el gigante esta rodeado de figuras humanas muy esquematizadas y por una variada representación de animales, siendo de destacar un ciervo en el extremo superior izquierdo muy bien conservado al ser esta la parte más protegida del abrigo. La fauna aquí representada es muy variada : ciervos, cabras, zorros, caballos, mulos, etc. Las figura humanas son varias, además del mencionado gigante, otros dos hombres tienen la misma pose. A la izquierda del mural un hombre y una mujer parecen bailar cogidos de la mano, el lleva en su mano un hacha.

Para visitar este paraje, según la web de Turismo de Los Barrios, se necesita autorización del propietario de la finca, siendo esta de propiedad privada y para solicitar estos permisos deberán ponerse en contacto con la finca.

Las fechas recomendadas para estas visitas son los meses de otoño y verano, y la duración del recorrido es de cuatro horas aproximadamente.

Envía tus convocatorias a viviraqui@europasur.com
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21 ago. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Extremadura: Más de 2.000 personas han visto ya el yacimiento de Huerta Montero


El centro de interpretación fue inaugurado en diciembre. :: G. C.
Aunque en verano se han ralentizado las visitas, hasta junio había una media de unas 360 mensuales, y en septiembre vuelven a incrementarse.
21/08/2012. Hoy.

Desde siempre ha sido conocida la riqueza arqueológica que tenía la comarca de Tierra de Barros, pero especialmente Almendralejo en la antigüedad. Seguro que en ello tenía mucho que ver la confluencia de ríos y regachos de esta localidad, que en la época antigua la convirtió en un gran núcleo de población.

Esa población dejó muchos vestigios, algunos hoy están al descubierto, otros están en proceso de que salgan a la luz o otros, los que más, aún están ocultos y a salvo bajo tierra, en muchos parajes del término municipal.

Uno de los últimos que han salido a la luz y es quizás al que más valor se le haya dado es el yacimiento arqueológico de Huerta Montero, un sepulcro colectivo del Calcolítico, que se puede ver en un estado de conservación óptimo. Gracias a las inversiones realizadas en los últimos años, el sepulcro está protegido por una nave, ubicada en el camino de Lobón, donde se ha construido un centro de interpretación con paneles explicativos.

Ese conjunto fue inaugurado en diciembre del pasado año y desde entonces se ha convertido en uno de los principales reclamos turísticos de la ciudad. No en vano, desde entonces se han producido unas 360 o 370 visitas mensuales, con lo que a día de hoy ya han sido más de 2.000 las personas que lo han visitado, según los datos facilitados a HOY desde la Oficina de Turismo.

Ello ha sido posible porque han sido muchas las personas que han llegado de fuera, de otras regiones, muchas de ellas interesadas en un turismo arqueológico, pero también han visitado el sepulcro muchos colegios y grupos no sólo de Almendralejo, sino también de otros municipios de la comarca e incluso de la provincia.

Citas

Desde que se abrió en diciembre hasta enero, el lugar ha permanecido abierto durante dos horas o tres al día, por las mañanas, pero desde entonces las visitas se están regulando mediante solicitudes a la Oficina de Turismo. Las personas interesadas llaman o acuden en persona a la oficina, se les cita a una hora y una contratada les explica el yacimiento.

La intención es continuar así una vez culmine el verano, para no obligar a que haya una persona de forma fija en la instalación. De todas formas, en verano, con las altas temperaturas, las visitas se han ralentizado. Sin embargo, de cara a septiembre ya se están concertando nuevas visitas, por lo que se prevé que vuelva a incrementarse el número y vuelva a la media del primer semestre.

Al contrario de lo que le ha ocurrido a Huerta Montero, la Oficina de turismo de la localidad ha experimentado un ascenso importante durante este verano y, sobre todo, durante las fiestas.
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16 ago. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas:

Extremadura: Sombras de España en un dolmen que no es una metáfora


Jenny junto al Dolmen en la finca La Lapita, Barcarrota en Badajoz.
En el campo, en los pueblos, se mantiene una dignidad que no es altiva, que no se viste de hidalguía y disimulo, sino de una especie de fatalismo de raíz estoica, que se acepta.
16/08/2012. ABC.

ALFONSO ARMADA / BARCARROTA
Volvemos a la carretera de la víspera, pero dos horas antes. Y dos horas antes cambia por completo la luz, el mundo, y por lo tanto la memoria. Cómo cambia el Guadiana contemplado al amanecer. En dos horas puedes encontrarte con tu destino, como si te estuviera acechando en una vuelta del camino. En Torremejía, un silo con forma de huso parece el diábolo de un cíclope emboscado entre las nubes. En la radio, la alcaldesa de Elche repite una y otra vez (por culpa de los boletines horarios) el mismo dislate: «Vuelvo a reincidir». La sombra del coche se proyecta delante de nosotros. Da gusto madrugar para que el tiempo se ponga de tu lado. O al menos se lo haga creer a los voluntariosos y a los pescadores. La circunvalación de Almendralejo parece la de una formidable capital agrícola. Optamos por la EX-105, hacia Aceuchal, Santa Marta y Almendral. En el primero, el sol naciente acentúa la condición pre-cubista de las casas. Huele a ajo, como Seúl. Los viñedos se pierden en lontananza, plantados y escardados con primor. Hay tractores que le hacen la manicura a la tierra. En Santa Marta, café reparador y fábrica de cartones. Inevitablemente, Nogales nos trae recuerdos del Nogales de dos caras, el que saja la frontera entre México y Estados Unidos, un haz de calzadas y un pasadizo que se transita a pie con el pasaporte en la boca en un sentido y en el bolsillo en la otra, mientras una tertuliana le da la réplica a la edil ilicitana con otra perla matutina: «Un país que arde por los cinco costados». ¿Será el de su alma errante? El arroyo Madre de Agua invita a preguntar a las ranas, pero la N-435 no consiente esas derivaciones franciscanas. Nos espera el mayoral de la finca La Lapita y ya estamos llegando tarde. En el horizonte cercano, nubes de incendio. El día se ha ensombrecido de repente. La dirección es Bararrota, en la carretera de Alconchel y Táliga, hacia Valverde de Leganés. Entramos por la portera, que es como llaman aquí a la entrada de los cortijos y las fincas.

José Laso Mato tiene 63 años y se ha quedado solo. Nos recibe con Jenny y Zorri, dos de las perras que le acompañan en su labor diaria, de sol a sol. Lleva desde los quince años trabajando en La Lapita, y la ha visto transformarse ante sus ojos sin que pudiera hacer nada para invertir una deriva que parece ineluctable. Como si los hombres ya no tuvieran la historia en sus manos. ¿Pero la tuvieron alguna vez? Esa es la sensación que captamos a media que vamos dibujando nuestro mapa de España por carreteras secundarias. No se confía en el gobierno, pero tampoco en la oposición. En el campo, en los pueblos, se mantiene una dignidad que no es altiva, que no se viste de hidalguía y disimulo, sino de una especie de fatalismo de raíz estoica, que se acepta. Como si los pobres y los no tan pobres estuvieran curados de espantos, no hubieran olvidado de dónde vienen y estuvieran dispuestos a aguantar aquí o en donde sea menester. No hay ira política, no hay ánimo de incendio, parece –y no es más que una impresión recogida con el menos científico de los sistemas– que lo que predomina es una especie de resignación.

Recuerda José que fue Antonio Cruz Caballero, el abuelo del actual propietario, José María Cruz, quien decidió plantar alcornoques en línea. Entonces algo muy poco común aquí. Fue hacia 1917. «Era muy curioso». Quiere decir cuidadoso. Entonces era una finca magnífica, que se extendía hasta la sierra de la Cruz y tenía más de mil hectáreas. La esposa de Antonio murió cuando trajo al mundo dos mellizos: Emilio (que acabó por hacerse cargo de la propiedad) y José, que se hizo veterinario. Pasaron en la finca hasta los siete años, luego los llevaron a Badajoz, donde estudiaron. El padre de quien al correr el tiempo se acabaría convirtiendo en el encargado, y el único empleado, fue quien le hizo aprender todas las tareas del campo. José, que heredó de su padre el nombre y el oficio, lo dice con una frase corriente en las dehesas extremeñas: «Los golpes hacen a los hombres jinetes». Hemos de hacérsela repetir tres veces para entenderle. El acento extremeño no es para duros de oído. Tiene José «una collera». Es decir, «igual que hay una collera de tórtolas, macho y hembra, hay una collera de hijos»: un chico (cocinero en un hospital de Badajoz), y una chica (administrativa en la Volkswagen): «Gracias a Dios, tengo a los dos colocados».

El dolmen que escone la finca, de quien nos dio noticia Carlos García Santa Cecilia, un enamorado de la Biblioteca Nacional, y primo de la mujer del dueño, es lo que nos trajo a La Lapita. José recuerda. Aquí se escondía a cazar palomas con su escopeta, que después entregaba a su madre: «para el arroz». El dolmen es un quebradero de cabeza, para él y para los propietarios. Ya se anuncia en la carretera. Es un bien común y ni se plantea impedir el acceso: escolares, curiosos, expertos, arqueólogos, adoradores del pasado remoto… Nos asombramos. Las perras parecen reticentes a entrar, y solo lo hacen cuando José las llama, y con muchos reparos. Como si le impusiera respeto el monumento que sirve de silencioso contraste frente a todos nuestros efímeros afanes. Parece que los íberos encontraron acomodo en la zona de Barcarrota y la zona atesora la mayor concentración de vestigios lítico-funerarios de todo Badajoz. No siempre acertamos a entender lo que nos quieren decir las piedras.
En los noventa, con la última partición, «la vida en la finca cambió por completo». Habla José de forma pausada, sin más énfasis del debido, sin cargar las tintas, y sin que la melancolía le arrebate. Aunque es evidente que añora los tiempos en que llegó a haber hasta cien trabajadores entre jornaleros y contratados, entre los que sembraban y cosechaban la avena y el trigo, los pastores de vacas (ahora quedan poco más de ochenta, y él –mayoral y encargado- se ocupa de todas ellas), de ovejas (llegó a haber más de mil cabezas), de cerdos (más de 300). La finca se recorría a caballo, y para ello había diez o doce monturas, y una yegua para criar. Se labraba con mulas… «Aquello era muy bonito. Daba gusto ver juntarse por la mañana hasta cincuenta personas esperando que le asignaran la tarea». José era entonces «chico para todo». Lo que más le gustaba era «ir con las mulas, porque no estabas solo. No me gustaba andar de pastor». En 1974 se convirtió en encargado. Entonces todavía tenía a seis personas a su cargo. Pero en los noventa, con el último reparto, se quedó solo. Y solo sigue. Hay que ver con qué tino controla a sus «dos piaras» de vacas. Así las llama. Milagros acaba de tener un ternero, que empieza a levantase. Y le deja claro a Jenny que no está dispuesta a que le toquen a su cría. José sabe cómo tratarlas. A la hora de la comida, todas esperan. Ni una se adelanta. Les echa el pienso en los comederos y hasta que no grita «¡Vámonos, vámonos!», ni una se mueve.

–¿Cuándo descansa?

–Cuando me acuesto por la noche.

–¿Y no coge vacaciones?

–Pues no. No las cojo, y me las pagan.

Y no parece lamentarlo. Su vida está aquí, entre las vacas, el eucalipto con nueve nidos de cigüeñas, la antigua charca de los gorrinos, los zahurdones… Resultan casi más sorprendentes, mas enigmáticos, más cautivadores que el dolmen. Construidos de forma cónica, para que los cerdos pasen la noche, el pequeño circo pintado de blanco evoca a cabañas de indígenas africanos o americanos. Su silueta contra las nubes y el cielo de agosto parecen otro recordatorio de una civilización perdida, pero que sabía qué hacer, por qué y para qué. Que tenía un sentido de estar en el mundo. Cuando hacíamos cosas con las manos. Si en el dolmen enterraban a los jefes, donde se levantan los zahurdones estaría el poblado (como si en vez de guarros calcaran en el lugar donde vivieron nuestros antepasados: una cultura desvanecida), y el agua no debe andar lejos. Y no lo está. José señala a lo lejos la ribera del Fraile. Todo lo necesario.

A José le inquieta algo. Que este año ningún polluelo de cigüeña (los «cigüeñinos», como les llama) haya salido adelante. Ni siquiera uno. De los huevos no salieron adelante. «Jamás había visto una cosa así. Es muy raro». Hasta nueve nidos de cigüeñas cuenta en el formidable eucalipto que se yergue junto a los antiguos corrales de los gorrinos. «No volverán hasta Navidad». Es el emblema vegetal de La Lapita, además del viejo alcornoque que sirve de telón al dolmen. Don Antonio, el padre de José María, no dejaba que se molestara a las cigüeñas ni a las golondrinas. ¿Cómo no acordarse de Ferlosio en Coria y su celo hacia las golondrinas, que anidan dentro de su casa?

Aunque de todo parece disfrutar, cuando José lo hace con más detenimiento es cuando explica el ciclo del corcho. «Cada nueve años se hace la saca de la corcha. A partir de entonces, si no se saca, se vuelve leña. Y si se saca antes, no sale bueno. Con el hacha se corta y por las yemas se mete la hurga». Se parece a la forma de desollar un animal. Dice que ya van quedando pocos sacadores que conozcan el oficio. «Porque si clavas mal el hacha le puedes hacer daño al árbol». Cada cierto tiempo se hacen calas, para ver si el alcornoque está en sazón. Se comprueba fácilmente si la corcha es buena o mala. Cada año deja una marca. José lo lee como si leyera un libro abierto. Hasta cien años sigue dando corcho un alcornoque, y los hay más antiguos. «La saca se hace a últimos de mayo o primeros de junio, porque fuera de esa época se agarra al tronco y es mucho más difícil sacarla».

Nos vamos del pueblo sin haber visto nada, aunque de José supimos que su nombre no tiene nada que ver con barcas, que aquí quedan lejos. La leyenda dice que la Virgen se apareció a un pastor que estaba remendando sus abarcas, de ahí lo de Barcarrota. No nos recreamos en el paso del dominio templario a la orden de Santiago, ni entramos en la iglesia de Santa María Soterraño. Con José María Cruz, su propietario, y su esposa, Cristina Herrera Santa Cecilia, no coincidimos por apenas unos días. Ellos vuelven del mar, nosotros vamos hacia él. Pero por teléfono nos confirman que la finca no ha dejado de partirse una y otra vez, y que precisamente esa «atomización» la ha hecho menos y menos rentable. Respecto al corcho, que se coseche cada nueve años restringe su beneficio, y eso sin contar que del boom que experimentó el vino hemos pasado a un claro declive, «por no hablar de la afición por los corchos de plástico», que José María Cruz descarta de un plumazo: «Mando la botella de vuelta. Con un tapón de plástico, el vino no respira». Reconoce que la presencia del dolmen, fuente constante de visitas, puede llegar a ser un fastidio, y que la Junta de Extremadura, cuando se metió a restaurarlo, a su juicio, «lo han retocado más de la cuenta». Su fama ha llegado al otro extremo del mundo. El otro día, un estudioso de Nueva Zelanda se presentó a la puerta de La Lapita a presentar sus respetos al formidable monumento megalítico. Una tumba simpar para los jefes de la tribu que ha llegado hasta nuestros días. Mientras tratamos de averiguar cómo volver a vivir de lo que hacemos, hacer productivo el campo, inventar industrias que no destruyan el aire y el suelo… a José Laso Mato le apena ver la postración de ahora, que sea el único que queda. Mayoral y encargado, se le nota la pasión por una finca en la que su padre le enseñó a trabajar en el campo y a estar en el mundo. Otra época.

«Miraras donde miraras, se extendían las tierras de los Cruz Guzmán». José se encarga de marcar a hierro las menos de cien vacas de la cabaña de la finca. El hierro es HC (Hermanos Cruz). Cuando José piensa cómo se hacía en el pasado no sabe cómo volver a hacerlo ahora. «El padre de mi mujer, con cuatro o cinco hijos, tenía cuatro o cinco vacas y cuatro o cinco gorrinos. Con eso y una huerta, les dio de comer a todos». De las cerca de 10.000 personas que vivían en Barcarrota, hoy no llegan a las 4.000 las almas. La emigración ha sido la salida de muchos vecinos de José Laso Mato. «Ya no se hace nada». Parece una metáfora de España. Como si el país tuviera que volver a aprender qué hacer junto a un dolmen y unos zahurdones.

Tarde o temprano regresamos. Lo hacemos por la EX-105, por Olivenza (donde entramos a leer los nombres dobles de las calles: en español y portugués, como prueba del dominio oscilante), y por la EX-107. A la salida de la villa pétrea y blanca que reclaman los lusos nos cruzamos con cuatro carros tirados por caballos, cargados de gente que duerme, o que mira hacia delante con los ojos rasgados. Como si temiera el porvenir, pero no se arredrara. Parecen gitanos portugueses volviendo a casa, pero podían ser campesinos pobres de Oklahoma dirigiéndose hacia el Oeste después de haberlo perdido todo en las tormentas de arena de la Gran Depresión, o nosotros mismos si la mala fortuna nos pusiera en la tesitura de tener que hacernos con un carro y un caballo para buscar con los mínimos enseres un lugar en el que tratar de rehacer la vida. No lo descartes. En Francia, el nuevo gobierno socialista sigue desmantelando campamentos gitanos. En España, el nuevo gobierno conservador sigue recortando los derechos de los inmigrantes. En Grecia, los ultraderechistas prosiguen su caza del otro. Así no se consigue más que propagar el dividendo del miedo. Se fabrican chivos expiatorios que nos hacen perder de vista las causas de las cosas, y sus causantes. Entre los pobres no debería ser el litigio, pero es donde más lo hay. En cada poste de alta tensión, un nido de cigüeñas. ¿Dónde anidaremos cuando nos expulsen otra vez del paraíso?
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15 ago. 2012 ~ 0 comentarios ~ Etiquetas: ,

El ídolo del Hoyo de la Gándara (Rionansa)




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(Fuente: Revista TP)
El ídolo del Hoyo de la Gándara (Rionansa) y la cronología de los ídolos antropomorfos en la cornisa cantábrica
Autora: Zaida Castro Curel.

Trabajos de Prehistoria
Vol 49 (1992). Pág.347-355
ISSN 0082-5638

Resumen: El ídolo del Hoyo de la Gándara es un motivo esquemático grabado sobre una cara plana vertical de un gran bloque errático de origen glaciar, a partir de un afloramiento madre de conglomerados cuarzosos. Aunque no muestra signos antropomorfos evidentes, la calificación de «ídolo» tiene que ver con el estrecho paralelismo de formas que mantiene con otros motivos así descritos, como son los del Collado de Sejos (Cantabria), el de Peña Tú (Asturias) y el de Tabuyo del Monte (León). A diferencia de esquemas cronológicos que sostienen cierta diacronía entre estos ejemplos, y a falta de otros datos arqueológicos, en este artículo se analiza y valora la gran similitud de su complejo iconográfico. Esta circunstancia lleva a considerar un único momento prehistórico de realización o, cuando menos, un común «estado estacionario» de convenciones ideográficas, adscribible, por el análisis de los tipos de armas que acompañan a alguno de los motivos, a los inicios de la Edad del Bronce.

Palabras clave: Arte esquemático; Edad del Bronce; Ídolo; Iconografía; Cantabria
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14 ago. 2012 ~ 1 comentarios ~ Etiquetas:

Portugal: Descubren estatuillas de marfil de 4.500 años de antigüedad en Perdigões


Foto: Ídolo antropomórfico masculino. Calcolítio, III milénio AC. Recolhido na área do recinto central dos Perdigões, integrado num contexto funerário.
14/08/2012. Terrae Antiqvae

Cerca de 20 estatuillas de marfil que se estima tienen alrededor de 4.500 años de antigüedad han sido descubiertos en una excavación arqueológica en el este de Portugal, por primera vez en el país.

Según el arqueólogo António Valera "esta es la primera vez que las piezas de estas características, han aparecido en Portugal" y agregó que hallazgos similares se habían realizado anteriormente en el sur de España. Dijo que las estatuillas parecían ser objetos funerarios, ya que fueron descubiertos en un área del complejo arqueológico de Perdigões que había sido utilizado para las cremaciones entre finales del Neolítico y la Edad de Bronce. Él fechó las piezas a la mitad del tercer milenio antes de Cristo, por lo que tienen alrededor de 4.500 años de antigüedad.

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Estatuetas descobertas no Alentejo têm 4.500 anos e cabem na palma da mão

Fuente: Lucinda Canelas / Marta Portocarrero | Público.pt, 9 de agosto de 2012

* Más información en su página de Facebook: Perdigões. Um projecto de Arqueologia em Construção de dónde se han tomado las fotos para este artículo.
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